9 dezembro 2016

Congresso Mundial das Academias do Bacalhau

Postado por Diretoria categoria: NOTÍCIAS .

Será realizado pela primeira vez na ilha Terceira, em 2017, e a organização estima que se desloquem à ilha entre 400 e 500 pessoas.

“É um incremento enorme de turismo. Muitas destas pessoas estão ligadas ao ramo do turismo, têm uma média de idades muito alta e têm muita influência no meio em que estão inseridas”, disse hoje à Lusa o presidente da Academia do Bacalhau da Ilha Terceira, Francisco Aquilino Pereira.

Segundo o representante da organização do congresso, a iniciativa tem um “impacto económico muito grande” na ilha Terceira, não só pela deslocação de cerca de meio milhar de pessoas, mas pela promoção do destino.

As Academias do Bacalhau são associações sem fins lucrativos que têm como lemas a “portugalidade e a solidariedade”, angariando fundos para causas sociais.

A primeira foi criada em Joanesburgo, na África do Sul, em 1968, por emigrantes portugueses e atualmente existem quase 60 academias espalhadas por todo o mundo.

O 46.º congresso mundial deveria decorrer, em 2017, no continente americano, mas como nenhuma das academias apresentou candidatura, a associação açoriana propôs que se realizasse na ilha Terceira, o que foi aprovado, por maioria, sem votos contra, na assembleia geral do congresso deste ano, que se realizou em Estremoz.

Em 2002, o congresso anual já se tinha realizado nos Açores, mas na ilha de São Miguel, que também tem uma Academia do Bacalhau.

O congresso deverá decorrer entre 12 e 15 de outubro de 2017, incluindo também visitas turísticas, jantares de gastronomia típica da ilha e a possibilidade de os participantes se deslocarem a outras ilhas dos Açores.

A Academia da Ilha Terceira foi fundada há 13 anos e organiza encontros mensais, com cerca de 200 participantes frequentes.

Ao longo de mais de uma década a associação já recolheu donativos para comparticipar propinas e viagens a estudantes deslocados por exemplo, mas também consultas, óculos, próteses dentárias, andarilhos e móveis.

“Há três, quatro anos compramos dois andarilhos para crianças com paralisia cerebral, que já estão desadequados, e agora estamos a trabalhar com um profissional para arranjarmos novos andarilhos”, adiantou Francisco Aquilino Pereira.

Fonte: http://www.academiamae.org/